Esta é a continuação do relato da Viagem à Amazônia – de Manaus a Santarém. Segunda parte de um roteiro de 7 dias pelo estado do Amazonas e Pará.

Se ainda não leu a primeira parte, acesse Viagem pela Amazônia – parte1

Viajamos por uma semana pela Amazônia, nos primeiros dias fizemos a excursão pelo Rio Negro e visitamos a terra das cachoeiras grutas, Presidente Figueiredo. Agora iremos contar como foi nossa viagem de barco pelo Rio Amazonas (de Manaus a Santarém) e o restante da viagem.

4º dia – sábado – Saída de Manaus e navegação

Dia de pegar o barco para nossa viagem pelo Rio Amazonas.
Pela mesma agência que reservou o passeio pelo Rio Negro, fiz a reserva de uma suíte no barco para viajar até Santarém.
Conforme o combinado no dia anterior, o agente passou as 9:00 h nos buscar e nos levou até o barco, onde embarcamos e nos alojamos na cabine, como o barco só iria sair ao meio dia, tivemos tempo para caminhar um pouco pelo porto e ficar curtindo o movimento dos barcos de cima do nosso.

Viajando de barco pelo Rio Amazonas

Nosso barco foi o São Bartolomeu, maior barco que faz o trecho Manaus (AM) – Santarém (PA), com 6 andares, sendo 2 para carga, 2 para passageiros, um andar onde está o bar, mais o deck superior.
De Manaus a Santarém são 740 km, percorridos em 30 horas de viagem de barco pelo rio Amazonas.
Passamos os o resto do dia apreciando as vistas das casas dos ribeirinhos, o encontro com outros barcos e navios, conversamos e fizemos amizade com alguns passageiros. Ver o sol se pondo no meio do Rio Amazonas foi incrível.

Pôr do sol no Rio Amazonas
Pôr do sol no Rio Amazonas

5º dia – domingo – Navegação e chegada a Santarém

Após uma boa noite de sono enquanto o barco continuava sua jornada, acordamos para mais um dia curtindo a viagem pelo Rio Amazonas.
Houve duas paradas à noite, nas cidades de Itacoatiara e Parintins, ainda no Amazonas, já as outras duas paradas foram em Juruti e Óbidos, já no estado do Pará. Todas as paradas são bem rápidas, só o tempo de embarcar e desembarcar alguns passageiros, questão de 10 minutos.

Porto de Juruti, no Pará, vista de cima do barco
Porto de Juruti, no Pará, vista de cima do barco

Relatei aqui um pequeno resumo da viagem de barco pelo Rio Amazonas. Esta parte da viagem rendeu um artigo completo e detalhado, com o relato, várias fotos e informações adicionais. Confira o post completo da viagem de barco pelo Rio Amazonas.

Chegamos por volta das 17:00 horas no porto de Santarém, pegamos um taxi (R$20,00) e nos hospedamos em um hotel, na área central da orla. Santarém fica às margens do belo Rio Tapajó, onde ele se encontra com o Amazonas.

Calçadão da Orla do Rio Tapajós - Santarém
Calçadão da Orla do Rio Tapajós – Santarém

Fomos caminhar no calçadão da orla, onde aproveitamos para jantar, e ficamos encantados com o local, onde à tardinha e a noite é o ponto de laser da cidade, onde as pessoas fazem sua caminhada, jovens se encontram, as pessoas fazem pescarias onde os peixes são fartos e os restaurantes e vendedores ambulantes aproveitam este movimento.

Calçadão da orla do Rio Tapajós – Santarém

6º dia – segunda – Santarém e Alter do Chão

Após o café no hotel, depois de pedir informação, seguimos algumas quadras pelo centro para pegar o ônibus para Alter do Chão, distrito de Santarém, distante 35 km.
Segundo sites de turismo a Ilha do Amor, em Alter do Chão, foi considerada a mais linda praia fluvial do mundo, só que ela só aparece na época da seca, como estávamos no auge das cheias sabíamos que estaria tudo encoberto, mas mesmo assim decidimos conhecer.

 

Alter do Chão - Pará
Alter do Chão – Pará

Após uns 20 minutos esperando chegou o ônibus, que levou mais uns 40 min para chegar, devido às muitas paradas.
É um belo local, porém como já era esperado, da Ilha do Amor, só enxergava as copas das árvores e a cobertura de palha dos quiosques, encoberto pelo Rio Tapajós.
Na chegada vários guias ofereceram alguns passeios de barco, que nesta época das cheias são limitados a alguns lugares, não muito interessantes, então só tiramos fotos do local e de iguanas que estavam soltas em um gramado, ficamos por volta de uma hora e voltamos a Santarém.

Alter do Chão, rio Tapajós cheio
Alter do Chão, rio Tapajós cheio

Em Santarém, almoçamos no restaurante Mistura Brasileira, na Avenida Tapajós, na orla, bem próximo ao hotel. Foi a melhor refeição da viagem, onde o buffet oferece uma grande variedade de pratos, só de peixes havia uns 5 tipos diferentes, vários tipos de carnes, lasanhas, e muito mais, pena que não abre a noite e não para repetir a dose.

Comércio de Santarém - Pará
Comércio de Santarém – Pará

À tarde circulamos pelas ruas do comércio de Santarém, que é muito intenso. Na rua de cima, paralela a da orla, há um calçadão com árvores e bancos para sentar à sombra. Depois fomos até o mirante que fica também ali próximo, de onde dá para ver ao longe o encontro das águas limpas do Rio Tapajós, com as barrentas do Amazonas.

Movimento no porto de Santarém - Pará
Movimento no porto de Santarém – Pará

Depois fomos caminhar pela área do porto, impressionante a quantidade de barcos que estavam lá ancorados para partir para inúmeros lugares, em um entrevero de pessoas embarcando e cargas sendo transferidas de caminhões para os barcos por carregadores.
O resto da tarde até o anoitecer, passamos na orla observando o rio e o movimento.

Ponto de embarque dos barcos de linha de Santarém
Ponto de embarque dos barcos de linha de Santarém

7º dia – terça – volta a Manaus

Após o café, tomamos um táxi até o aeroporto (R$ 50,00), e pegamos o Voo Gol 1653 (Santarém/Manaus), as 10:25 h, com chegada a Manaus as 10:30 h. Estranho né, parece que são 5 minutos de voo, mas na verdade é 1:05 h, já que muda o fuso horário, entre as duas cidades.

Ao desembarcar no aeroporto de Manaus, por coincidência, encontramos o Sr. Hélio, o que nos levou a Presidente Figueiredo, e como ele estava esperando passageiros que só chegariam as 12:30 h, nos levou até o hotel (R$ 50,00), aproveitamos e combinamos com ele para nos levar ao aeroporto, no dia seguinte, as 3:45 h da manhã.

Palácio Rio Negro - Manaus

O almoço foi no restaurante do hotel, que estava sendo inaugurado neste dia. Pedi informações sobre o ônibus para a Ponta Negra, a praia do Rio Negro, mais badalada de Manaus, já que é distante e os taxis são caros. Caminhamos um pouco até a Avenida Getúlio Vargas e pegamos o número 120 que após 30 minutos, nos deixou em frente a praia.

A Ponta Negra é bem cuidada e estruturada, com hotéis, calçadões, área para shows e tem praia tanto nas cheias, quanto na seca. A água escura e morna do Rio Negro é um convite para um banho, no calor de mais de 30 graus da capital do Amazonas.

Ponta Negra - Rio Negro - Manaus
Ponta Negra – Rio Negro – Manaus

Após tirar algumas fotos, começou a chover e nos abrigamos em uma cobertura, tivemos sorte, durante nossa viagem, só houve esta pancada rápida de chuva, além de outra no barco.
A chuva passou rápido, pegamos o ônibus de volta e desembarcamos em frente ao porto, visitamos algumas lojas do centro, e ao anoitecer voltamos ao hotel, pois no dia seguinte, teríamos que madrugar.

Praia da Ponta Negra - Manaus
Praia da Ponta Negra – Manaus

8º dia – quarta – Viagem de volta ao Rio Grande do Sul

O celular despertou as 3:30 h, as 3:45 em ponto, o Sr. Hélio apareceu para nos levar, despachamos as malas e as 5:12 h, pegamos o voo Tam 3543 (Manaus/Brasília), as 5:12 h, com chegada chegada a Brasília as 9:10 h.
Ficamos um bom tempo no moderno aeroporto de Brasília até pegarmos o voo Tam 3709 (Brasília/São Paulo), as 12:39 h, com chegada a São Paulo as 14:25 h.

Aeroporto de Brasília
Aeroporto de Brasília

Todos os nossos voos foram tranquilos e pontuais, com exceção do último trecho, o voo Tam 3055 (São Paulo/Porto Alegre), já começou mal, saindo uns 30 min. atrasado, saímos de São Paulo as 16:00 h, mas o pior foi na chegada à Porto Alegre, com o tempo chuvoso, o avião estava quase aterrissando, a visibilidade sumiu e o avião balançava muito, não deu outra, teve que arremeter.

Embarcando avião Tam - Brasília
Embarcando avião Tam – Brasília

Houve um silêncio, todos estavam com medo, inclusive eu, até que o comandante se pronunciou e disse que iriam avaliar a situação. Após alguns minutos outro pronunciamento, iam fazer outra aproximação e uma nova tentativa, se não conseguissem pousar, o voo seguiria para Florianópolis ou Curitiba.
Após uma longa volta, se iniciou novamente a aproximação, parecia que não iria dar, mas quando se aproximou o tempo deu uma abrida e o pouso foi um sucesso, ufa…
Era por volta de 17:30 h, pegamos nossas malas, pagamos o estacionamento (R$ 280,00) e com nossa Ecosport seguimos direto para Vacaria, chegamos em casa as 21:45 h.

Vídeo da Viagem pelo Rio Amazonas, de Manaus a Santarém


 

Esta é a continuação do relato da Viagem à Amazônia. Se ainda não leu a primeira parte, acesse – Viagem à Amazônia – parte1

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Jair Prandi
Editor, fotógrafo e videomaker, do Viagens e Caminhos. Apaixonado por viagens com toques de aventura, criou esse blog de viagens para compartilhar suas experiências.

1 COMENTÁRIO

  1. Olá, parabens pelo passeio e pelo relato atual. Estamos querendo ir agora em outubro, ir a Manaus e descer a Santarem e Alter do Chao.
    qual o hotel q ficaram em Manaus? Alguma dica de hotel em Santarem?
    Obrigada
    Fatima

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