A excursão pelo Rio Negro é um dos passeios clássicos imperdíveis de Manaus, que leva ao encontro das águas, índios, botos, e animais da Amazônia.

O passeio dura cerca de 7 horas, feito com lancha rápida coberta, com grupos de umas 25 pessoas, com visita a vários lugares interessantes, navegando aproximadamente uns 100 km.

Conforme a época do ano, o visual do passeio fica bem distinto, na época da seca as praias e barrancas do rio se mostram, já na época das cheias as árvores das partes mais baixas ficam inundadas, formando belos igarapés.

Excursão de barco pelo Rio Negro

Nossa visita foi no mês de maio, durante o auge das cheias, à partir de julho ás águas começam a baixar até o auge da seca em meados de novembro, assim seguindo seu ciclo sucessivamente.
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Ponte do Rio Negro - Manaus
Passando pela Ponte do Rio Negro

Relato da excursão pelo Rio Negro – Manaus

Saímos do porto de Manaus por volta das 9:00 h, com uma bela vista da orla e dos barcos. Logo à frente já passamos por uma situação curiosa, quando a lancha parou para abastecer em um dos vários postos de abastecimento flutuantes que ficam distribuídos pelo Rio Negro.

Posto flutuante de Manaus
Posto flutuante em Manaus

Após o abastecimento o barco subiu o rio, passando por baixo da bela ponte do Rio Negro, que tem 3600 metros de extensão, seguindo pelas águas escuras, muitas vezes passando próximo às copas das árvores inundadas pelas cheias, até chegarmos ao igarapé da tribo indígena Dessana.

Visita à aldeia dos Índios Dessana – Manaus

Igarapé do Rio Negro - Amazonas
Igarapé no Rio Negro – (acesso à aldeia indígena)

Na comunidade indígena, fomos recebidos pelo cacique (único integrante da aldeia que falava português), que nos levou até a maloca, onde sentamos em bancos laterais, metade de grupo para cada lado. Após algumas palavras do cacique se iniciaram algumas apresentações de danças e tradições culturais pelos índios.

Pagé da tribo Dessana nos recebendo na maloca
Pagé da tribo Dessana nos recebendo na maloca

As danças foram animadas ao som das flautas tocadas pelos índios enquanto dançavam. As índias usavam apenas uma saia de palha, com os seios a mostra e colares no pescoço, enquanto os homens usavam sunga, cocares na cabeça, arbustos e adereços amarrados à uma das pernas, com o som de um chocalho, além das pinturas corporais.
Após três apresentações os turistas foram convidados a dançar, sendo que as índias convidaram os homens e os índios, as mulheres.

Apresentação de dança índígena
Apresentação de dança índígena

Após as apresentações as índias expuseram seus artesanatos para quem quisesse comprar. Fui dar uma caminhada entre as cabanas da aldeia e tirei umas fotos do igarapé até embarcarmos para continuar o passeio.

Aldeia dos índios da Amazônia
Aldeia dos índios da Amazônia

Banho com os Botos cor de Rosa – Rio Negro

Na sequência do passeio o barco atravessou o rio e ancorou em uma plataforma para o nado com os botos rosa, onde os ribeirinhos tratam os botos que vem entre as pessoas e emergem metade de seu corpo fora da água e abrem seus bicos serrilhados para ganhar sua refeição.

Boto no Rio Negro
Interação com os botos do Rio Negro

Após acariciar e tirar fotos com os botos, seguimos rio abaixo, passando novamente por Manaus ao longe, por comunidades de ribeirinhos, até chegar ao restaurante flutuante, onde comemos uma bela refeição (almoço incluso no passeio), tendo como prato principal, os peixes: Pirarucu e Surubin.

Animais e plantas da Amazônia

Macacos prego, junto ao restaurante flutuante
Macacos prego, junto ao restaurante flutuante

Após o almoço seguimos ao lado nas lojas de artesanato, onde atrás havia uma plataforma de barcos e vários macacos Prego. Nosso guia arrumou umas bananas e eles desconfiados vinham pegar em nossa mão. Deu para filmar e fotografar os macacos a poucos centímetros de distância.

 

Vitória Régia
Vitória Régia (planta típica da Amazônia)

Próximo dali, o barco parou para fotos da vitória régia, e depois seguiu até a casa flutuante de nativos para fotos com seus animais, onde pudemos tirar fotos com preguiças no colo e uma Sucuri enorme no pescoço.

Foto com Sucuri
Foto com Sucuri

Encontro das Águas – Rio Negro e Solimões

A última parte do passeio foi o “Encontro das Águas”, uma das atrações mais conhecidas de Manaus, local de encontro do Rio Negro, com suas águas negras, com o Rio Solimões, com suas águas barrentas.
As águas percorrem uma grande distância antes de se misturarem, devido à diferenças de densidade, sedimentos e velocidade dos rios. Este fenômeno se mostra mais claramente com a incidência de sol, causando um contraste muito grande entre as águas.

Voltamos até o porto com uma bela vista panorâmica da cidade e das muitas embarcações locais, onde chegamos por volta das 16:00 h. Como reservar o passeio pelo Rio Negro.

Encontro das águas - Rio Negro e Solimões

Como reservar a excursão pelo Rio Negro

Este passeio pode ser reservado pela Internet ou até mesmo no dia, apenas comparecendo cedo no porto de Manaus.
Reservei pela Internet, com uma agência e paguei R$ 220,00 por pessoa, com o bônus do transfer do aeroporto até o hotel, em minha chegada a Manaus. No outro dia fiquei sabendo de outras pessoas que pagaram R$ 130,00 pelo mesmo passeio, sem fazer reserva, indo direto no porto, portanto considerando o translado do aeroporto, que custa em torno de R$ 60,00, a diferença não é muita.

Excursão pelo Ri Negro - Manaus

Se preferir comodidade reserve antes, e se quiser economizar um pouco, é melhor deixar para negociar diretamente no porto de Manaus. Também tivemos a comodidade do translado do hotel ao aeroporto, na ida e na volta.

Vídeo da excursão pelo Rio Negro

 

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Jair Prandi
Editor, fotógrafo, videomaker, e influenciador digital do Viagens e Caminhos. Apaixonado por viagens com toques de aventura, criou esse blog de viagens para compartilhar suas experiências.

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