A Laguna Quilotoa é uma das atrações naturais mais famosas do Equador, localizada na cratera de um vulcão extinto, a cerca de 3.900 metros de altitude.
Famosa por suas águas de intenso tom azul-turquesa, a laguna oferece paisagens espetaculares da Cordilheira dos Andes. Entre os principais atrativos estão o Mirante da Laguna Quilotoa, a trilha até a margem da lagoa e a trilha ao redor da cratera, com vistas panorâmicas.
O destino faz parte do Circuito Quilotoa e é uma das melhores opções de ecoturismo e trekking no Equador, na rota entre Quito e Baños. No local se formou também uma agradável e charmosa vila e a visita pode ser combinada com comunidades indígenas e outras atrações da região de Cotopaxi.
Laguna Quilotoa
- Onde fica a Laguna Quilotoa
- Como chegar a Laguna Quilotoa – Equador
- O que fazer na Laguna Quilotoa
- Onde se hospedar em Quilotoa
- Quando ir ao Vulcão Quilotoa
Onde fica a Laguna Quilotoa

A Laguna Quilotoa fica na província de Cotopaxi, nos Andes do Equador, dentro da caldeira do vulcão Quilotoa, a aproximadamente 3.914 m de altitude.
Está localizada 160 km ao sul de Quito, 75 km a oeste-noroeste de Latacunga, 13 km ao norte de Zumbahua e 150 km a Noroeste de Baños de Agua Santa.
Como chegar à Quilotoa – Equador
A partir de Quito, a rota mais utilizada segue pela Panamericana Sul até Latacunga, por 93 km. Depois, continua por 54 km pela sinuosa e bonita estrada Latacunga–Pujilí–Zumbahua e, por fim mais 13 km até a entrada da Laguna Quilotoa. O acesso é todo asfaltado.
Na entrada da vila é cobrada uma taxa de visitação para os veículos de USD 2 e há uma ampla área de estacionamento.

Como chegar à Laguna Quilotoa de Quito
As melhores formas de conhecer a Laguna Quilotoa a partir de Quito é através de um tour ou de carro alugado, mas há também a opção de ônibus, mais complexa e demorada.
Há duas opções de excursões a Quilotoa a partir de Quito:
Estar de carro é a opção para conhecer durante o deslocamento entre Quito e Baños. Eu fui de carro que reservei e retirei em Quito e devolvi em Guayaquil para meu roteiro no Equador. No mesmo dia que visitei Quilotoa, conheci antes o Vulcão Cotopaxi.
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De ônibus: há transporte público a partir do terminal de Latacunga em direção a Zumbahua e também opções que seguem até Quilotoa. Para quem chega somente a Zumbahua, é possível completar o trajeto de caminhonete/táxi local.
O que fazer na Laguna Quilotoa
A Laguna Quilotoa é um dos principais destinos naturais dos Andes do Equador. O grande destaque é a cratera vulcânica, mas há trilhas, mirantes e atividades que permitem conhecer diferentes ângulos da lagoa.
Mirante da Laguna Quilotoa

É o principal ponto de visitação e oferece a vista clássica da Laguna Quilotoa, com suas águas azul-esverdeadas dentro da enorme cratera vulcânica. É o melhor local para fotos e para contemplar a paisagem sem fazer trilha.
Há alguns mirantes cercados de madeira e concreto com acesso gratuito. Há também um mirante privado de vidro para fotos, onde é cobrada uma taxa de USD 1 para o acesso.

Mirantes da cratera
Além do mirante principal, há diferentes pontos ao longo da borda da cratera que proporcionam perspectivas variadas da lagoa. São boas opções para quem deseja explorar a região sem fazer uma trilha longa. Como são mirantes naturais na borda do penhasco do vulcão sem estar cercado, é preciso ter muito cuidado.

Caminhada pela borda da cratera
Para quem gosta de trekking, é possível percorrer trechos da borda da cratera do Quilotoa, com diferentes pontos de vistas panorâmicas da lagoa e das montanhas dos Andes. O percurso completo ao redor da cratera é uma caminhada longa, indicada principalmente para quem está acostumado a trilhas em altitude.
Trilha até a margem da Laguna Quilotoa
Uma trilha íngreme desce do mirante em zigue e zague até a margem da lagoa. O percurso de aproximadamente 1,8 km (3 km ida e volta) permite observar de perto a água e as encostas internas da cratera. A descida é relativamente exigente por causa da altitude e do terreno; a subida é consideravelmente mais cansativa.

Passeio de caiaque na Laguna Quilotoa
Em períodos em que a atividade está disponível, é possível descer até a margem e fazer passeio de caiaque nas águas da cratera. É uma maneira diferente de observar as paredes vulcânicas e a paisagem ao redor.
Comunidade de Shalalá e seu mirante
A região de Shalalá, próxima à Laguna Quilotoa, oferece outro ponto de observação da cratera e contato com comunidades indígenas locais. O mirante proporciona uma perspectiva diferente da lagoa e complementa a visita ao mirante principal.
Quilotoa Loop
O Quilotoa Loop é um roteiro turístico pelos Andes de Cotopaxi que combina a Laguna Quilotoa com comunidades indígenas, paisagens de páramo, pequenos povoados e trilhas da região. É uma boa opção para quem dispõe de mais tempo e quer conhecer a região além da lagoa.
Visitação: normalmente realizado em vários dias, de carro, transporte local ou trekking, dependendo do roteiro escolhido.
O que fazer nos arredores

Nos arredores da Laguna Quilotoa, além da própria cratera, há outros atrativos naturais e culturais que podem ser incluídos no roteiro. Para um roteiro de 1 dia tem Cañón del Río Toachi e a cidade de Zumbahua, que ficam no caminho e você já vai passar por eles.
O cânion do Rio Toachi foi formado por processos vulcânicos, fica no lado da rodovia e oferece mirantes com belas vistas das montanhas e do vale. O ingresso custa USD 1.
Onde se hospedar em Quilotoa

A melhor área para se hospedar na Laguna Quilotoa é no entorno imediato da cratera, na charmosa vila turística que se formou por conta do turismo. O ideal é ficar uma noite hospedado no local para conhecer essa maravilha natural com calma.
Conheça algumas opções de hospedagem na vila de Quilotoa:
- Hotel Runa Wasi – Nota 8,8
- Cabañas da Vila – Nota 8,4
- Samay Kirutoa Lodge – Nota 8,3
- Mais opções de hospedagem na vila
Quando visitar a Laguna Quilotoa

A melhor época para visitar a Laguna Quilotoa é de junho a setembro, durante o período mais seco nos Andes equatorianos. Nesses meses, há maior probabilidade de céu aberto, boa visibilidade da lagoa e trilhas mais secas, condições ideais para fotografar, caminhar pela borda da cratera e fazer a descida até a margem.
Junho, julho e agosto costumam ser os melhores meses para trekking e contemplação da paisagem, embora julho e agosto possam ter mais visitantes. Setembro é uma boa alternativa, com condições geralmente favoráveis e menor movimento.
De outubro a maio, aumenta a ocorrência de chuvas, nebulosidade e neblina, que podem esconder a lagoa e deixar as trilhas escorregadias. Em compensação, a paisagem fica mais verde e há menos turistas.
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